AGORA

Ficha digital de hóspedes substitui papel em hotéis e pousadas

Hotéis, pousadas, hostels e resorts de todo o Brasil passaram a implementar a nova Ficha Nacional de Registro de Hóspedes digital, a FNRH Digital, desde a última segunda-feira, 20 de abril.

O sistema substitui o preenchimento em papel por um processo 100% digital, que agiliza o check-in e cumpre rigorosamente a Lei Geral de Proteção de Dados. A ficha pode ser preenchida pelo hóspede antes da chegada ou diretamente no balcão da recepção.

Como funciona a nova ficha digital de hóspedes

Inspirada nos check-ins de aeroportos, a plataforma foi desenvolvida pelo Ministério do Turismo em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados, o Serpro. O hóspede pode preencher as informações digitando os dados ou optando pelo preenchimento automático por meio do Gov.br. Além disso, o acesso pode ser feito por link enviado pela hospedagem ou por QRCode no balcão da recepção. Pessoas sem celular podem utilizar o serviço disponibilizado pelo próprio estabelecimento.

A nova ficha foi aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada pela Presidência da República em 2024. O processo de adesão da hotelaria começou em novembro do ano passado, com orientação permanente do Ministério do Turismo ao setor. Consequentemente, o sistema marca o fim da era do papel e da burocracia desnecessária no atendimento dos meios de hospedagem.

Benefícios para hóspedes e meios de hospedagem

Para os viajantes, o benefício mais imediato é a rapidez. Com o sistema, o check-in pode ser concluído em segundos, especialmente para quem utiliza a conta Gov.br. Neste sentido, a ferramenta transforma um processo que antes tomava tempo em uma etapa praticamente instantânea.

Para os meios de hospedagem, a plataforma representa redução de custos operacionais, eliminando a necessidade de manter arquivos físicos por longos períodos. O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, destacou a segurança do sistema. “Todo o sistema foi construído sob o rigor da LGPD, com dados criptografados e total respeito à privacidade. O que estamos fazendo é usar a tecnologia para facilitar a vida do hóspede e profissionalizar o setor”, afirmou.

O que é verdade e o que é mito sobre a FNRH Digital

O Ministério do Turismo esclareceu os principais pontos da nova ferramenta e desmentiu informações falsas que circularam sobre o sistema. A coleta de dados de hóspedes não começou com a FNRH Digital. A Lei Geral do Turismo de 2008 já previa o envio de dados ao ministério. A portaria 41, de novembro de 2025, apenas digitalizou o processo, tornando-o mais rápido e seguro.

Leia também
Moro lidera pesquisa Genial/Quaest para governador do Paraná
Pesquisa Quaest testa quatro cenários para o Senado do Paraná

Dados dos hóspedes são criptografados e protegidos

O sistema não permite a apropriação indevida de dados. O Gov.br funciona apenas como validador de identidade, confirmando o CPF do hóspede para evitar fraudes e erros de preenchimento. Além disso, os registros são criptografados e armazenados no banco de dados do Serpro. O Ministério do Turismo acessa apenas dados quantitativos. Dados individuais só podem ser acessados por ordem judicial ou policial.

A ficha não coleta dados sobre gastos dos hóspedes

A FNRH Digital não coleta informações sobre despesas dos hóspedes. O sistema serve exclusivamente para estatísticas oficiais de fluxo turístico e apoio à segurança pública. Consequentemente, não há risco de exposição de informações financeiras pessoais dos viajantes por meio da plataforma.

Perguntas frequentes sobre a nova ficha digital

O check-in antecipado não é obrigatório. O hóspede pode optar pelo preenchimento digital já no hotel, com auxílio do atendente no balcão. Além disso, o sistema oficial é gratuito para os meios de hospedagem. Eventuais custos dependem apenas do contrato do estabelecimento com seus fornecedores de softwares de gestão.

Empreendimentos que ainda não aderiram ao sistema podem fazê-lo. O Ministério do Turismo reforça que está à disposição da hotelaria de todo o país para orientar o processo de transição.

O foco inicial é sensibilizar o setor quanto à necessidade de adaptação e conscientizar sobre os benefícios do sistema. Ao todo, 19.231 meios de hospedagem regularmente inscritos no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos precisam se adequar à nova exigência. Saiba mais clicando aqui.

Fonte: diariodosudoeste.com.br

Clique aqui e faça parte do nosso grupo no WhatsApp

Entrar no grupo agora

Gustavo Ferreira

Jornalista atuante em portais de notícias há 20 anos. Trabalhou como redator independente para diversas redações.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *